Fiquei pensando em quando teria sido a "primeira" intervenção de meu anjo que eu lembrasse e me veio a mente um jipe, andando pela noite. Meu pai - provavelmente embriagado - dirigindo e não sei bem quem caiu quando aquela frágil porta de jipe se abriu em uma curva.
Outro dia, conversando com minha mãe, ela falou que quase foi arremessada pela porta - comigo no colo - mas que meu pai segurou-a e a trouxe de volta.
Pois sim que foi só ele...
Essa eu lembro, devia ter menos que 3 anos mas tneho a lembrança deste momento na memória, mas há outra ainda mais distante, contada por minha mãe e que esclarece bem porque me chamo Divino.
Sou o primogênito e meu nome já estava escolhido antes de eu nascer, era pra ser Roberto Carlos.
Mas a dona Ignes, que era marinheira de primeira viagem não sabia bem o que tinha que fazer e uma das coisas que tentou fazer foi ir ao banheiro...
Bom, naquele tempo e onde ela morava os banheiros eram no quintal de casa, chamados de "fossa" e nem tentarei explicar a quem nunca viu uma do que se trata, já é duro pensar que corri o risco de nascer em uma.
E se não nasci ali, não foi apenas por mérito da dona Ignes, certamente meu anjo já fazia hora-extra antes mesmo de eu nascer.
Como ele fez um bom trabalho eu demorei mais um pouco e as vizinhas decidiram que meu nome deveria ser Divino e não Roberto.
Diz minha mãe que também me deram um "banho" de jóias, pra eu ser "rico", as jóias provavelmente eram falsas, mas a intenção com certeza foi boa porque a riqueza espiritual sempre me acompanhou e a outra - sinceramente - nunca fez falta.
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