Quando decidi fazer este blog pensei que não haveria muito a colocar e percebo que já estou na sétima postagem e sem vontade de parar.
Acabei de escrever um post sobre uma lembrança de quando entendi que fui eu o anjo e em seguida me lembro de outra.
Era noite e eu viajava do Rio para uma cidadezinha próxima, estava com minha primeira esposa, a Vera e a viagem tinha sido um pouco atribulada.
Errei a saída da cidade e acabei passando por um lugar pouco recomendável e próximo de uma lombada numa estrada escura percebi que havia pessoas em atitude suspeita.
Reduzi a velocidade como se fosse parar mas acelerei em seguida, voando por cima da lombada.
E não foi a única... tinha outras e tive que repetir a ação em todas, pois em todas havia pessoas em volta.
Vera estava grávida e estava aterrorizada.
Mas nossos anjos atuaram e o único saldo negativo foi o escapamento do golzinho, que simplesmente soltou.
Parei num posto, tirei o pedaço solto e prossegui a viagem sem maiores problemas.
Mas então vi um carro parado na estrada.... umas 3 crianças e um casal, acenando desesperadamente pra gente parar.
Parei bem a frente e Vera suplicava para eu seguir em frente... mas não dava.
Se tivesse seguido em frente ia ficar - pra sempre - com a imagem daquelas pessoas pedindo socorro.
Deixei a chave com ela, falei que se eu não voltasse sozinho que era pra ela arrancar e buscar ajuda em algum lugar, ela teve que se render.
Andei até o carro e percebi que era um problema real.
O pneu tinha furado e a chave de roda do cara estava espanada, ele estava ali fazia muito tempo.
Olha só que coisa... eu tinha acabado de comprar um super chave de roda e um macaco novo pro meu carro, essas coisas de quem gosta de ferramentas.
Voltei ao carro- sozinho - dei ré e fui lá tentar resolver o problema.
A coisa tava feia, acho que o cara usou a chave ao contrário e aperto os parafusos ao invés de solta-los, não dava pra soltar de jeito nenhum.
Mas minha super chave tinha uma extensão, uma espécie de cano extra que permitia aumentar seu cabo e pisar em cima.
Pisar não adiantava... tive que pular em cima... literalmente.
Enquanto estava lá - pulando - ouvi um comentário de um dos meninos:
- Ainda bem que Deus mandou um anjo gordo;
Depois desse comentário rimos todos e as porcas soltaram, o pneu foi trocado a familia agradeceu e seguimos viagem.
O lugar era uma subida, logo acima, pouco mais de 2 km, um posto de gasolina.
Putz, o cara ficou o tempo todo ali, pedindo ajuda e nem sabia que tinha um posto logo ali, nem eu.
Mas é bom ter este tipo de oportunidade na vida. Naquele dia sei que pude dar uma folga a algum anjo.
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